Quando penso que já tenho 24 anos assusto-me um bocado, lembro-me perfeitamente de certas coisas da minha infância, flashes que tive.
Lembro-me de olhar para um calendário que tinha escrito no cabeçalho “1988”, mas não me lembro de mais nada, não sei onde, nem com quem estava.
Lembro-me dos Verões de 3 meses, do Algarve com menos prédios (e só com um éle), da estrada antiga, dos sumos que bebia, dos meus primos de braçadeiras e dos amigos da praia.
Sabia exactamente o que tinha que fazer.
Mandavam e eu fazia, sem ai nem ui.
Eu adorava. Quando não mandavam nada, fazia o que queria, e sabia perfeitamente o que queria.
Depois começaram a despertar outros interesses. As amizades surgiam como estrelas cadentes.
“Lá vai ela, viste?”
Não! Iam e vinham.
Mas eram bons tempos, sabia exactamente o que fazer:
Passar com 10, beber umas cervejas, fumar um cigarro, jogar futebol e namorar.
Nada mais.
E assim foram passando os anos, depois veio a Universidade.
Em vez de uma cerveja, foram 10, os cigarros passaram a 1 maço, as futeboladas reduziram-se a matrecos e a namorada é outra, mas também já não é só uma.
Ia fazendo o que queria.
O problema foi quando comecei a trabalhar.
A vida de boémio agravou-se e tornei-me num bon-vivant profissional. Faço o que quero como se alguém me tivesse a proibir de fazer as coisas.
Luto por mostrar que sou livre quando ninguem disse que não era.
Chego tarde a casa como se quisesse mostrar que não estou de castigo.
A culpa disto é ter começado a ganhar dinheiro.
Estou na fase em que avalio o meu trabalho pelo dinheiro que gasto e não pelo mérito que tive.
Espero passar disto, mas acho que infelizmente é a mentalidade da nossa Sociedade.
É uma nova era, O Pato-Bravismo.
Mas eu tenho 24 anos e quero é descobrir a vida, o resto...
...o resto é conversa.
Lembro-me de olhar para um calendário que tinha escrito no cabeçalho “1988”, mas não me lembro de mais nada, não sei onde, nem com quem estava.
Lembro-me dos Verões de 3 meses, do Algarve com menos prédios (e só com um éle), da estrada antiga, dos sumos que bebia, dos meus primos de braçadeiras e dos amigos da praia.
Sabia exactamente o que tinha que fazer.
Mandavam e eu fazia, sem ai nem ui.
Eu adorava. Quando não mandavam nada, fazia o que queria, e sabia perfeitamente o que queria.
Depois começaram a despertar outros interesses. As amizades surgiam como estrelas cadentes.
“Lá vai ela, viste?”
Não! Iam e vinham.
Mas eram bons tempos, sabia exactamente o que fazer:
Passar com 10, beber umas cervejas, fumar um cigarro, jogar futebol e namorar.
Nada mais.
E assim foram passando os anos, depois veio a Universidade.
Em vez de uma cerveja, foram 10, os cigarros passaram a 1 maço, as futeboladas reduziram-se a matrecos e a namorada é outra, mas também já não é só uma.
Ia fazendo o que queria.
O problema foi quando comecei a trabalhar.
A vida de boémio agravou-se e tornei-me num bon-vivant profissional. Faço o que quero como se alguém me tivesse a proibir de fazer as coisas.
Luto por mostrar que sou livre quando ninguem disse que não era.
Chego tarde a casa como se quisesse mostrar que não estou de castigo.
A culpa disto é ter começado a ganhar dinheiro.
Estou na fase em que avalio o meu trabalho pelo dinheiro que gasto e não pelo mérito que tive.
Espero passar disto, mas acho que infelizmente é a mentalidade da nossa Sociedade.
É uma nova era, O Pato-Bravismo.
Mas eu tenho 24 anos e quero é descobrir a vida, o resto...
...o resto é conversa.